O USO DA RIVAROXABANA COMO MONOTERAPIA NO TRATAMENTO DO TROMBOEMBOLISMO VENOSO BASEADO EM EVIDÊNCIAS

Gilberto do Nascimento Galego, Pierre Galvagni Silveira, Rafael Narciso Franklin, Cristiano Torres Bortoluzzi, Eduardo da Silva Eli, Júlia Jochen Broering

Resumo


O tromboembolismo venoso, que compreende a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar, tem início com a formação de trombos no sistema venoso profundo, principalmente dos membros inferiores. Essa doença é uma importante causa de morbimortalidade na população, sendo seu tratamento precoce e adequado fundamental para evitar maiores consequências. Tradicionalmente, utiliza-se na sua terapêutica fármacos anticoagulantes, tais como as heparinas e os antagonistas de vitamina K. Nos últimos anos, novos anticoagulantes vêm sendo estudados com o objetivo de superar algumas limitações dessa terapia convencional. Esses novos anticoagulantes orais, tal como a rivaroxabana, inibem uma única enzima da cascata de coagulação, possuem ação, metabolização e eliminação estáveis, com poucas interações medicamentosas e alimentares e menos variações individuais, com isso podem ser administrados em doses fixas e sem a necessidade de monitorização laboratorial, fornecendo uma opção mais cômoda e com facilidade posológica. Sua eficácia, avaliada através de grandes estudos controlados, é semelhante ao esquema convencional, com a vantagem de possuir menor incidência de sangramento. Contudo, esses medicamentos ainda não possuem antídotos específicos em caso de sangramentos mais graves durante seu uso. Mais estudos a longo prazo são necessários para verificar seus efeitos e sua real aplicabilidade. O objetivo desse artigo foi realizar uma revisão dos novos anticoagulantes orais, com ênfase na rivaroxabana, baseada nos estudos mais recentes sobre o assunto. Algumas bases de dados foram consultadas em busca de artigos nacionais e internacionais, além da melhor evidência científica possível.

Palavras-chave


Tromboembolismo venoso. Anticoagulantes orais. Rivaroxabana.

Texto completo:

PDF

Referências


Fauci AC, Braunwald E, Kasper DL, Hauser SL, Longo DL. Harrison Medicina Interna. 17a ed. Rio de Janeiro. McGraw-Hill, 2008.

Spencer FA, Emery C, Lessard D, et al. The Worcester Venous Thromboembolism study: a population-based study of the clinical epidemiology of venous throm boembolism. J Gen Intern Med 2006;21: 722-7.

VTE Impact Assessment Group in Europe (VITAE). Venous thromboembolism (VTE) in Europe. The number of VTE events and associated morbidity and mortality. Thromb Haemost. 2007 Oct; 98(4):756-64.

Morbidity and Mortality: 1998 Chartbook on Cardiovascular, Lung and Blood Diseases. National Institutes of Health. National Heart, Lung, and Blood Institute October, 1998.

Deitelzweig SB, Johnson BH, Lin L, Schulman KL. Prevalence of clinical venous thromboembolism in the USA: current trends and future projections. Am J Hematol 2011; 86:217–20.

Maffei, FHA et al. Doenças Vasculares Periféricas. 3. ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 2002.

Martins HS, Brandão Neto RA, Scalabrini Neto A, Velasco IT. Emergências Clínicas: Abordagem Prática. 8a ed. Barueri, SP. Manole, 2013.

Robbins SL, Cotran RS, Kumar V. Patologia: Bases Patológicas das Doenças. 8ª ed. Rio de Janeiro-RJ. Elsevier, 2010.

Goldhaber SZ, Elliott CG. Acute pulmonary embolism: part I: epidemiology, pathophysiology, and diagnosis. Circulation. 2003 Dec 2;108(22):2726-9.

Wilbur J, Shian B. Diagnosis of Deep Venous Thrombosis and Pulmonary Embolism. Am Fam Physician. 2012;86(10):913-919.

Kahn SR, Comerota AJ, Cushman M, Evans NS, Ginsberg JS, Goldenberg NA, et al. The Postthrombotic Syndrome: Evidence-Based Prevention, Diagnosis, and Treatment Strategies. A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2014;130:1636-1661.

Van Dongen CJJ, Prandoni P, Frulla M, Marchiori A, Prins MH, Hutten BA. Relation between quality of anticoagulant treatment and the development of the postthrombotic syndrome. J Thromb Haemost 2005; 3: 939–42.

Kearon C, Akl EA, Comerota AJ, Prandoni P, Bounameaux H, Goldhaber SZ, et al. Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines 2012.

Weitz JI. New oral anticoagulants in development. Thromb Haemost. 2010;103:62-70.

Turpie AG. Oral, direct factor Xa inhibitors in development for the prevention and treatment of thromboembolic diseases. Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2007;27:1238-47.

Yoshida R. A. et al. Novos anticoagulantes para profilaxia do tromboembolismo venoso em cirururgias ortopédicas de grande porte. J. Vasc. Bras 2011, Vol. 10, No. 2.

Hutten BA, Prins MH. Duration of treatment with vitamin K antagonists in symptomatic venous thromboembolism. Cochrane Database Syst Rev 2006.

Carrier M, le Gal G, Wells PS, Rodger MA. Systematic review: case-fatality rates of recurrent venous thromboembolism and major bleeding events among patients treated for venous throm- boembolism. Ann Intern Med 2010; 152: 578–89.

The EINSTEIN Investigators, Oral Rivaroxaban for Symptomatic Venous Thromboembolism. N Engl J Med 2010;363:2499-510.

Yeh CH, Hogg K, Weitz JI. Overview of the new oral anticoagulants: opportunities and challenges. Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2015 May;35(5):1056-65.

Harder S. Pharmacokinetic and pharmacodynamic evaluation of rivaroxaban: considerations for the treatment of venous thromboembolism. Harder Thrombosis Journal 2014, 12:22.

Van der Hulle T, Kooiman J, Den Exter PL, Dekkers OM, Klok FA, Huisman MV Effectiveness and safety of novel oral anticoagulants as compared with vitamin K antagonists in the treatment of acute symptomatic venous thromboembolism: a systematic review and meta-analysis. Journal of Thrombosis and Haemostasis, 12: 320–328.

FDA [homepage na internet]. Acesso em: 11 de outubro de 2013. Disponível em: http://www.fda.gov/

Elsharawy M, Elzayat E. Early results of thrombolysis vs anticoagulation in iliofemoral venous thrombosis. A ran- domised clinical trial. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2002;24(3): 209-214.

Enden T, Kløw NE, Sandvik L, et al; CaVenT study group. Catheter-directed thrombolysis vs. anticoagulant therapy alone in deep vein thrombosis: results of an open randomized, controlled trial reporting on short-term patency. J Thromb Haemost. 2009;7(8):1268-1275.

Enden T, Sandvik L, Kløw NE, et al. Catheter-directed venous thrombolysis in acute iliofemoral vein thrombosis— the CaVenT study: rationale and design of a multicenter, randomized, controlled, clinical trial (NCT00251771). Am Heart J. 2007;154(5):808-814.

Jenkins JS, Michael P. Deep Venous Thrombosis: An Interventionalist’s Approach. The Ochsner Journal 14:633–640, 2014.

Watson LI, Armon MP. Thrombolysis for acute deep vein thrombosis. Cochrane Database Syst Rev. 2004;(4): CD002783.

ANVISA [homepage na internet]. Acesso em: 11 de outubro de 2013. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/.

EMA [homepage na internet]. Acesso em: 11 de outubro de 2013. Disponível em: http://www.ema.europa.eu/ema/.

Samama MM, Gerotziafas GT. Newer anticoagulants in 2009. J Thromb Thrombolysis. 2010;29:92-104.

Bayer Health Care Pharmaceuticals [home page na Internet]. Acesso em: 01 de abril de 2014. Disponível em: http://m.bayerpharma.com.br/html/bulas/publico_geral/Xarelto.pdf

Merli GJ, Hollander JE, Lefebvre P, Laliberte F, Raut MK, Olson WH, Pollack Jr CV. Rates of hospitalization among patients with deep vein thrombosis before and after the introduction of rivaroxaban. Hospital Practice, 2015; 43(2): 85–93.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.