Luto na medicina Catarinense – Morre Francisco Karan

  • Luto na medicina Catarinense – Morre Francisco Karan

    Publicado dia 07 de janeiro de 2017 - 11:01

    A ACM – Associação Catarinense de Medicina comunica com pesar o falecimento do médico Francisco Karan, aos 97 anos de idade, nesta sexta-feira (dia 06 de janeiro de 2017), na cidade de Videira (SC). Francisco Karam formou-se no ano de 1943, na Faculdade de Medicina de Porto Alegre (atual Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e chegou a Santa Catarina no ano 1946, inicialmente instalando-se no município de Arroio Trinta, onde foi o primeiro médico a atender a população local. Em 1959, transferiu-se para a vizinha cidade de Videira, atraído pela construção do Hospital Santa Maria, que oferecia a oportunidade de melhores condições de prestar assistência à comunidade. À época, a prática do médico incluía atender todas as necessidades dos pacientes, da pediatria a cirurgia geral, da clínica médica até a geriatria. No hospital, ele pôde ampliar ainda mais os seus conhecimentos e se especializou em Raio X e Ultrassom. Clinicou até 2012, depois de completar 69 anos de medicina.

    Foi autor de diversos livros e inúmeros artigos publicados regularmente em diversos jornais no estado. Em 2015, foi escolhido como Personalidade de Santa Catarina, homenageado com a Comenda do Legislativo Catarinense, concedida pela Assembleia Legislativa em reconhecimento ao seu compromisso social em prol do estado.
    Aliado dos pacientes, Karam ajudou a salvar incontáveis vidas e nunca mediu esforços para cumprir sua missão. Foi homenageado em vida pela ACM, na Coluna “SEU MÉDICO, SEU PARCEIRO”, em julho de 2016, quando contou parte de sua trajetória e destacou sua permanente preocupação com a saúde dos catarinenses. “Para chegar até os pacientes, durante algum tempo meu meio de transporte foi um cavalo. Anos mais tarde, quando começaram a ser abertas estradas, passei a atender de jipe, mas já peguei carona em caminhões de comerciantes e até de barco. Nunca me neguei a ver ninguém ou atender qualquer chamado, porque sabia que precisavam da atenção e do cuidado de um médico”.

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